Diversidade V – Peru

Vocês sabem como adoro esta palavra, Diversidade, me diz tanta coisa, mostra como belo é o nosso planeta. Hoje vou falar da minha viajem à Peru. Um pais que foi formado por encontro de duas placas tactónicas e se deu a cordilheira dos Andes. É incrível como é lindo a diversidade, eu fiquei apaixonada por tudo. A viajem é longa, mas vai-se parando pelo caminho fica mais fácil. Fiz a viajem com uma amiga muito especial que também partilha do mesmo gosto de aventura por lugares diferentes e de simplicidade como eu. Fizemos tudo online, claro sou uma TechWomen, e correu tudo muito bem e como planeado. Viajamos pela Cabo Verde Airlines e o percurso foi Praia – Sal – Salvador – Rio de Janeiro – Santiago de Chile – Lima – Cuzco, uma aventura maravilhosa de muitas descobertas, aprendizagem, partilha, amizade, degustação, cultura, …… e muito mais coisas que poderia passar o dia todo escrevendo sobre.

 

Mas de tudo isso o que me encantou mesmo foi a Diversidade que o Peru tem em tudo.

A primeira sensação quando se chega em Cuzco é que tens falta de oxigénio, andas 10 passos ficas cansada e sem ar. Ai que veio o aprendizado e a adversidade que vemos e ficamos admirados e maravilhados, a perguntar, como as pessoas conseguem viver aqui. Tudo bem vivo numa ilha, a nível do mar, ai estava eu há 2.800m de altitude. A solução é tomar chá de folha de coca ou mesma mastigar a folha de coca, o que aprendi que tem efeitos medicinais. “Mastigar a folha coca foi, é e continuará sendo um saudável costume nas alturas andinas. A coca evita náuseas e tonturas e é o melhor remédio para várias enfermidades e fadigas.” Segundo informações nos dada ai em Peru. E a verdade é que funciona mesmo, consegues suportar a altitude que nos é colocado a prova, principalmente para mim que vive numa Ilha. O sabor não é nada agradável, mas vale o sacrifício.

 

A sua gastronomia é de um sabor único, tão natural e original que uma pessoa se delicia com qualquer prato que te apresente a frente. Não sou uma pessoa que come muito, mas tenho um excelente paladar e adoro degustar tudo que é bom e novo. É uma experiência inexplicável, ir ao mercado e pedir que a Sra. Rosita para te fazer um ceviche com o peixe super fresco que ela vende na sua banca. Maravilhoso, ver ela ai ao vivo te fazendo o ceviche com uma naturalidade e simpatia, é simplesmente espectacular.

 

 

Ai, o mercado, eu nem queria sair de lá, é tanta comida, algumas delas nunca tinha visto na vida, centenas de espécies diferentes de batata, milho, e muitas outras coisas, frutas que só existem no Peru, não se encontra em nenhum outro lugar. Uma pessoa fica a salivar, e viajando na imaginação o que poderia fazer com aquilo tudo, que pratos maravilhosos que se pode criar. A gastronomia agrega uma fusão de sabores de muitos dos povos que povoaram o Peru ( africanos, italianos, espanhóis, alemães, japoneses, chineses e franceses) que faz com que a sua gastronomia  seja uma das mais rica do mundo: degustar makis com molho de ceviche, ouvir rock & roll em quechua, degustar o pisco(aguardente de uva peruana), os diferentes tipos de ceviche e provar espetaculares risotos feitos à base de quinoa são alguns dos costumes que misturam o melhor do Peru com a influência de outras culturas.

 

Falando das paisagens, também é de uma diversidade incrível, cada lugar diferente de outro, podes encontrar oasis no deserto, litoral, montanhas, glaciares, floresta, enfim tudo que a nossa linda planeta terra nos deu, está ai no Peru.

 

É um país com uma diversidade incrível e multi-étnico, a cultura não é imune a esta grande variedade de nuances que parecem estar impregnadas em todos os aspectos que compõem esta grande nação. O Peru é um dos vinte maiores países do mundo e seu território abriga uma surpreendente diversidade de idiomas, crenças religiosas, gêneros musicais, estruturas sociais e até ecossistemas. Todos estes traços constituem um imenso leque de diversidade cultural que representa um dos maiores atrativos do Peru e que o tornam um dos destinos de viagem sonhados por milhões de pessoas de todo o planeta.

 

Claro que não poderia faltar a visita ao Machu Picchu que foi um dos dois mais importantes centros urbanos da antiga civilização inca. “Inca” (o filho do Sol) era o nome que se dava ao soberano que reinava sobre o povo quíchua, que se desenvolveu na região da América do Sul onde hoje se encontram países como o Peru, o Equador, a Bolívia e o Chile.

 

Machu Picchu, que significa “velha montanha”, foi construído por volta do século XV pelo líder inca Pachacuti. A montanha na qual sua estrutura foi erguida fica próxima a Cuzco, no atual Peru, portanto, perto do centro do império. Em Machu Picchu foram construídas pirâmides em degraus, templos, calendários solares e diversas outras construções em pedra e adobe. Além disso, era comum a domesticar os animais, como a alpaca e o lhama, que estavam na base da economia do povo quíchua, já que deles era extraído a lã e também serviam para transporte de carga e alimento.

Ainda tem muito mais para se ver em Peru, mas não vou colocar tudo aqui, deixo vocês com o gostinho de também lá visitar este maravilhoso país. Eu amei, poderia escrever muito mais coisas, mas tem mais sabor se foram lá provar vocês mesmos.

E até a minha próxima viajem ……..

 

 

 

 

FinTech – A Revolução Financeira

Talvez algumas pessoas podem não gostar do que vou escrever, mas é um tema que tenho vindo a estudar e trabalhar sobre, há já algum tempo, dai que posso aqui partilhar algumas ideias sobre esta revolução que o mundo está a passar neste momento.

Vou começar com uma pergunta, quem gosta de sua experiência bancária (colocar numa fila para fazer uma operação, o que seja, ou esperar horas para ser atendido para abrir uma conta bancária) ?

Fintech
@tirada do google images

Pois acredito, que ninguém gosta de estar horas na fila de um banco, a boa notícia é que estamos passando por uma das maiores transformações na história financeira – a revolução da FintTech e vai transformar o banco como nós o conhecemos, o que eu quero partilhar com vocês hoje é como a revolução da FinTech terá vencedores e perdedores e terá um impacto significativo em qualquer centro financeiro, como Hong Kong por exemplo. Mas aqueles que serão os mais afetados por essa revolução da FinTech serão aqueles que trabalham no setor financeiro. Os banqueiros do futuro serão muito diferentes dos banqueiros de hoje, com personalidades, planos de fundo e um conjuntos de habilidades muito diferentes.

Mas, vamos lá, afinal o que é  FinTech ? 

FinTech, decompondo a palavra seria simplesmente Tecnologia Financeira, muito resumido – é o uso inovador da tecnologia na concepção e entrega de serviços financeiros. E isso está transformando o mundo bancário como o conhecemos.

As FinTechs estão transformando uma indústria conhecida por processos burocráticos, complexos e pouco amigáveis ao cliente. Surgem novas formas de usar serviços financeiros e também diferentes oportunidades para estabelecer um relacionamento duradouro com as marcas.

Da Inteligência Artificial (IA), empréstimos peer-to-peer, Big Data, Blockchain, Crowdfunding, Pagamentos Digitais e Robo-Advisors, só para citar alguns (em outro post poderá encontrar a definição destes termos, hoje muito utilizado).

Mas porque essa revolução da FinTech está acontecendo agora?

Historicamente, à medida que a tecnologia evoluiu, o setor bancário conseguiu integrar as novas tecnologias para melhor atender os seus clientes, e fizeram razoavelmente bem, mas tudo isso mudou durante a crise financeira de 2008.

Durante a crise financeira os bancos estavam ocupados lidando com vários problemas, com novas regras, exigências feitas pelos reguladores e multas impostas a eles, punições que em muitos casos merecidos. Daí que a inovação tornou-se uma prioridade muito, muito distante. Ao mesmo tempo, algumas das maiores inovações tecnológicas surgiam nesta altura, o que  mudou o jogo,  e veio transformar a maneira como vivemos.

Tornou-se parte da nossa vida cotidiana o iPhone, Airbnb, Uber, whatsup, Viber ou Pagali (www.pagali.cv), por exemplo. E o que aconteceu foi que, foi criada um “Gap” entre o que os bancos estavam nos oferecendo, e o que nós clientes esperávamos, especialmente da perspectiva da experiência do utilizador. Este “Gap” é o que a indústria FinTech vieram apoderar.

Mas esse “Gap” é tão grande que até mesmo os banqueiros não tradicionais decidiram entrar e capturar essa oportunidade, principalmente empresas de tecnologia, por exemplo, sabiam que o Facebook tem atualmente cerca de 50 licenças reguladoras diferentes só nos EUA, licenças que permitiriam aos utilizadores do Facebook transferir dinheiro pelo aplicativo de mensseger e recentemente criou a sua própria moeda digital ( Libra). A Amazon oferece empréstimos estudantis fora de sua plataforma.

Braço do Banco Mundial (IFC) e o fundo da Alibaba investem em FinTech

A startup CompareAsiaGroup, de Hong Kong, garantiu 50 milhões de dólares em recursos de investidores liderados pela unidade de crédito comercial do Banco Mundial (15 milhões de dólares), à medida que a plataforma de gestão de financeira pessoal busca desenvolver sua tecnologia e lançar mais produtos. Os outros investidores incluem o grupo japonês SBI Group e o Alibaba Entrepreneurs Fund, um fundo sem fins lucrativos lançado pelo gigante chinês de comércio eletrônico Alibaba Group.

O Alibaba ainda possui o WeChat (app de mensagens) que se tornou uma das ferramentas mais comuns para transferir dinheiro. O mesmo aplicativo WeChat, não só permite que você compre produtos de seguros ou invista em fundos diretamente de seu smartphone, mas também marque seu próximo médico, solicita um táxi, doe para instituições de caridade e até mesmo marcar encontre (procurar um namorad@) sem sair do aplicativo.

“Com 451 milhões de utilizadores e responsável por 153 milhões de transações diárias, o grupo chinês Ant Financial, dona da plataforma de pagamentos on-line Alipay, é a maior e mais inovadora FinTech do mundo. A empresa é uma spin-off do e-commerce chinês Alibaba e foi criada por Jack Ma para facilitar a vida dos seus clientes que precisavam viabilizar pagamentos via internet.”

O Banco do Futuro

“Nós precisamos de serviços financeiros, não de bancos.” @Bill Gates

As plataformas financeiras do futuro não serão os bancos tradicionais de hoje, mas sim as empresas de tecnologia. Minha neta ou neto de certeza vai abrir sua primeira conta bancária, não no BCA, CAIXA, BAI ou outro, mas sim poderá ser com o Facebook, Apple ou mesmo no Pagali (porque não!) e esses bancos tradicionais obviamente estão preocupados com essas empresas de tecnologia, porque sabem que muitas dessas empresas de tecnologias têm contato diário com clientes como vocês e, com certeza, têm vossa confiança.

Se você está confortável o suficiente para partilhar suas fotos e dos seus filhos no Facebook, você não estaria também confortável para transferir dinheiro para amigos e familiares?

Se você faz compras diárias na Amazon ou no AliExpress, você não as compraria também o seguro so seu automóvel ou outro nos mesmo ? por exemplo.

O que preocupa tanto os bancos é que agora existem milhares de startups novas e dinâmicas de FinTech que estão oferecendo produtos ajustados aos seus utilizadores, que costumavam ser oferecidos anteriormente pelos bancos tradicionais.

Plataformas de empréstimo peer-to-peer agora estão a oferecer aos consumidores uma alternativa aos empréstimos que anteriormente estavam disponíveis principalmente nos bancos.

As plataformas Robo-advisors oferecem aos consumidores soluções de gestão de ativos que não são apenas mais transparentes no que cobram, mas também substancialmente mais baratas.

E o que provavelmente preocupa mais os bancos é que esses Startups tenham a capacidade de escolher as áreas do banco em que querem se envolver, obviamente as áreas mais lucrativas.

É muito improvável que você verá uma startup da FinTech querendo se tornar um Instituição de depósito – o cofre é o que você quer onde os ativos são mantidos. As FinTechs ficam muito felizes em controlar o front-end do consumidor e deixar o entediante back-end nos bancos tradicionais.

No futuro os bancos tradicionais estarão lidando apenas com o back-end, basicamente se tornando fornecedores de serviços básicos de commodities para as empresas de tecnologia e startups FinTech que controlam o front-end e a experiência dos clientes.

Mas essa revolução da FinTech também está trazendo muitos outros desenvolvimentos positivos.

Um dos aspectos mais importantes das FinTechs é a inclusão financeira que passa, por habilitar as pessoas e pequenos negócios a terem igual acesso aos serviços financeiros.

Cabo Verde tem cerca de 46% da população fora do sistema bancário, e 56% do comércio é informal. Atualmente no mundo existe mais de 2 bilhões de pessoas completamente sem acesso a bancos, são indivíduos que não têm acesso a uma conta bancária, não têm como pedir empréstimo para a Universidade e para quem a única maneira de economizar dinheiro é literalmente escondê-la embaixo do colchão.

Isso perpetua um ciclo vicioso de pobreza. E, a propósito, isso não é apenas um problema nos países em desenvolvimento, mas também nos países desenvolvidos.

Nos Estados Unidos, por exemplo, em certas cidades, mais de 20% das famílias estão completamente fora do sistema bancário, mas a boa notícia é que, pela primeira vez na história moderna somos capazes de oferecer a esses indivíduos serviços financeiros e isso Já está a fazer uma diferença positiva.

De acordo com o Banco Mundial, nos últimos 5 anos, 700 milhões de pessoas passaram de não bancarizadas a ser bancarizados e isso é apenas o começo.

A indústria FinTech está trabalhando continuamente na transformação de como os serviços financeiros estão sendo entregues aos consumidores como vocês que, serão alguns dos maiores beneficiários, não apenas da perspectiva de experiência e conveniência do utilizador, mas também de acesso a economia e custo-beneficio.

Os Rodo-Advisors com poder de inteligência artificial que imitam as conversas humanas e os aplicativos de mensagens estão sendo utilizados para substituir os call centers que provavelmente alguns de nós não gosta.

As ferramentas de reconhecimento e dados biométricos estão sendo utilizados para substituir não apenas as senhas, mas também os tokens que também provavelmente não gostamos.

Outros estão conectando a FinTech à Internet das Coisas (IoT) e a Tecnologias ajustada aos clientes, que colocam seus serviços bancários no seu dia-a-dia para que no futuro, você nem precise se preocupar com isso.

Imagine seus prémios de seguro de automóvel automaticamente ficam mais baratos  porque seu carro sabe que você está dirigindo com segurança e automaticamente notifica sua seguradora !!!!!!! O que acha disso ? Isto é IoT.

Outros estão utilizando a gamificação na realidade virtual como ferramentas para fornecer serviços financeiros aos Millennials (geração da internet) de maneira que realmente possam desfrutar e essa é uma importante área de enfoque.

Um estudo recente mostrou que mais de 70% dos Millennials preferem ir ao dentista do que ouvir o que os bancos têm a dizer.

Então, obviamente, os bancos estão preocupados com tudo isso, mas os bancos já perceberam que o ambiente está mudando e para sobreviver, eles precisam se envolver. Alguns bancos terão sucesso nessa evolução e serão capazes de incorporar essa cultura de inovação e empreendedorismo em toda a organização, mas muitos não, e isso tem consequências.

O Citibank estima que nos próximos 10 anos 30% dos empregos bancários desaparecerão. Alguns outros especialistas colocam o número ainda mais alto de até 50%, um trabalho bancário em dois desaparecerá nos próximos 10 anos.

Bem, alguns de vocês podem dizer: “Ei, é bom que haja menos banqueiros no mundo” Risos …… Brincadeira, para quebrar um pouco a seriedade.

Mas isso tem consequências muito sérias em qualquer centro financeiro, incluindo Hong Kong, que está na encruzilhada de tudo isso, porque não são apenas as perdas diretas de empregos que chegam a 50%, mas também toda a economia relacionada em torno de escritórios de advocacia, empresas de contabilidade, hotéis, restaurantes, etc.

Sim, alguns novos empregos serão criados no setor de FinTech, mas são números substancialmente menores e são trabalhos muito diferentes, com habilidades muito diferentes daquelas exigidas dos banqueiros de hoje. Esses são trabalhos para designersprogramadores e criativos, não para traders ou agentes bancários.

Então, o que devemos fazer?

Em todo os países que tem uma industria de FinTech, estão trabalhando não apenas com os governos para formular novas políticas ou reguladores para promulgar reformas, mas também com a comunidade mais ampla na formação desse novo ecossistema e garantindo que todos possamos nos adaptar a essa nova realidade.

Será que isso é suficiente ?

Não. Precisamos de uma mudança de mentalidade (a new mindset). Hoje em vários países, os pais estão muito mais confortáveis com a ideia de seus filhos se juntarem a startups ou lançarem startups (ser empreendedor) ao invés de empregos estáveis em empresas ou bancos.

Mas a mudança mais importante e profunda é provavelmente a maneira como ensinamos a próxima geração de talentos. De como estamos a criar os profissionais do futuro.

Acredito que é inaceitável que deixemos os alunos sair dos cursos de finanças e gestão sem matérias relacionados com a FinTech.

Mas precisamos ir mais longe nisso. Sim, precisamos continuar ensinando cursos básicos como economia, gestão, finanças ou estratégia, mas precisamos incorporar no currículo de todos os cursos de finanças ou cursos da escola de negócios matérias sobre design thinking, programação e desenvolvimento de produtos, e isso é muito importante, porque os banqueiros do futuro são aqueles que irão moldar o futuro desta indústria não vão ser os banqueiros tradicionais, mas designers, programadores e pensadores criativos.

O potencial da indústria FinTech é imenso. O Goldman Sachs estima que nos próximos anos, US$ 4,7 trilhões em receitas irão migrar dos bancos para as novas empresas do setor. De acordo com o mesmo estudo, 33% dos millennials acreditam que não precisarão de um banco.

Me diga o que achou deste artigo, pode fazer um comentário ou enviar a sua visão do seu Banco do Futuro.

Crowd – Multidão – Pessoas – Povo

Hoje vou escrever sobre um tema que tem estado na minha cabeça há um algum tempo. É uma palavra que hoje mais se fala em todas as áreas e domínimagesios. E eu adoro esta palavra, porque nos faz conectar com tantas coisas e pessoas. Nas áreas onde trabalho (Tecnologia e Turismo) nem se fala.

A palavra é CROWD, é forte, é humano, é colaborativo, é partilha, união, ……….

O mundo hoje é de partilha, de colaboração, de peer-to-peer, e do blockchain. Já pensaram nisso ? Ninguém hoje consegue viver fora deste mundo, nós temos um smartphone, uma rede social, estamos ligada a uma “crowd”, comunidade seja ela onde for, real ou virtual. É difícil vivermos no nosso cubículo sem esta “crowd”. E isso vai nos levar a transformar tudo ao nosso redor, com mais segurança, transparência, integridade, autenticidade e confiança.

Crowdfundig – é o agrupamento de ativos ou capitais através da Internet para financiar um negócio ou projeto. As comunidades e as sociedades apoiam estes projetos criativos ou comerciais. Anteriormente, o veículo utilizado era um consórcio, cooperativa, ou arranjo mútuo. Há quatro maneiras pelas quais o crowdfunding pode arrecadar fundos: por meio de doação, recompensa, empréstimos ou equidade.

Crowdinvesting – é o crowdfunding usado por investidores que financiam uma start-up em troca de ações. Eles costumam sair do Start-Up quando uma grande empresa adquire o negócio, lucrando com a venda. Devido à crise económica, os empresários têm dificuldade em aceder ao capital. Portanto, eles se transformam em e porque o podemos mais rápido.

Isso tem levado a transformação digital e financeira das sociedades, tornando elas mais sustentáveis e justas. Dado que pessoas se junta para um projeto em comum, apoiando umas as outras para o desenvolvimento da sua comunidade.

Para os nossos países, em África, é uma alternativa muito viável para financiamento de projetos comunitários e também para as Start-Up.

Peer-to-peer – é uma interação entre duas partes sem intermediário. Este era um termo originalmente usado em redes de computadores, mas agora ele tem vários usos, desde partilha de arquivos ponto a ponto até empréstimos peer-to-peer. Originalmente utilizado para definir uma arquitetura de redes de computadores onde cada um dos pontos ou nós da rede funciona tanto como cliente quanto como servidor, permitindo a partilha de serviços e dados sem a necessidade de um servidor central. Uma rede peer-to-peer é mais conveniente para o armazenamento de objetos imutáveis, seu uso em objetos mutáveis é mais desafiador, e pode ser resolvido com a utilização de servidores confiáveis para gerir uma sequência de versões e identificar a versão corrente, pode ser usada para partilhar músicas, vídeos, imagens, dados, enfim qualquer coisa com formato digital.

Blockchain – é um Banco de Dados imutável que é guardado através da Internet. O Blockchain pode expandir o uso de dados criptográficos no espaço de IoT, tornando as informações no cliente mais seguras e transações mais rápidas. As empresas também podem capitalizar a digitalização das IoT para gerir a complexidade e reduzir os custos utilizando o Blockchain.

Não deveremos nunca ter problemas ou receio da Inovação, aqueles que tem a capacidade de inovar ou re-criar terão sempre uma vantagem competitiva perante os outros que não tem esta capacidade.

Caso queira contribuir para este post, esteja a vontade e me envie os seus comentários.

@Techwomen – Linda Peixoto

Eu escolho a moeda que quero usar.

“O meu banco está no meu bolso, e a moeda fui eu que a criei.” 

A tendência que temos vindo a presenciar é como as novas tecnologias tem vindo a fazer uma desrrupção total, de como as empresas prestam os serviços ou como o cidadão poderá interagir com as empresas ou serviços.

Se lembramos de que quando sugiram os Blogs, os jornais ficaram todos preocupados de como seria possível, como o cidadão (utilizador ou leitores de jornais) poderiam agora escrever sobre temas que antes só os jornalistas faziam e estes serem lidos por qualquer pessoa. Depois veio o youtube, onde também pode transmitir videos live, ou qualquer utilizador ter o seu próprio canal de divulgação de conteúdos, de qualquer que seja o tema. Um outro exemplo é o twitter que em segundos as noticias são publicadas e lidas em todo mundo por qualquer pessoa que tenha uma conta no twitter. Tudo isso trouxe uma transformação da forma como o serviço ou a informação é processada ou transmitida ou de quem a detém a informação. Já não são apenas as tradicionais entidades que antigamente o faziam, mas agora qualquer pessoa pode o fazer. E hoje temos n plataformas de transmissão de informação no poder do cidadão que é consumidor e produtor da informação.

Agora estamos neste mesmo caminho com relação aos Bancos, o mundo está a passar por uma transformação nesta área que poderá ser mais difícil da que descrevi acima, porque muitos factores serão difícil de romper, por ser uma área bastante conservadora onde os Governos tem um interesse um papel muito importante. A moeda sempre foi visto como algo soberano de qualquer país. Esta moeda o Governo que o controla está a passar para a mão do cidadão, não será mais apenas o Governo emitir a moeda mas o próprio cidadão também o poderá fazer. O cidadão criar e processar a sua própria moeda sem ter intermediários. Da mesma forma que hoje criamos e divulgamos o nosso conteúdo.

Então vou deixar aqui alguns conceitos para poderemos entender um pouco o que é tudo isso e o que vem por ai.

Criptomoedas – É um meio digital de troca no qual a continuidade, integridade e equilíbrio das declarações da sua conta são garantidas através de uma rede de agentes ou transferências de arquivos que são verificados pela mineração, que são públicos em geral e protegem ativamente a rede em manter uma alta taxa de processamento de algoritmos, a fim de receber uma pequena taxa que é distribuída de forma aleatória.

Blockchain – É uma base de dados distribuída, formada por cadeias de blocos projetadas para evitar sua modificação, uma vez que foi publicado em um registro de tempo confiável e vinculado a um bloco anterior.

Bitcoin – É uma criptomoeda, sistema de pagamento e mercadoria. Foi concebida em 2009, pelo pseudónimo Satoshi Nakamoto. Ele é baseado na tecnologia Blockchain como todas as criptomoedas, então é difícil falsificar.

Deixo aqui algumas questões para comentares :

  • Para onde acha que caminhamos ?
  • Como será o teu banco no futuro ?
  • Que moedas estarás a usar ?

Pode estar a perguntar o que tenho a ver com tudo isso ? Pois é, nós todos vamos ter de lidar com isso num futuro muito próximo, porque é uma moeda que está ai e que veio para ficar.

Deixe o seu comentário para troca de ideias.

 

Diversidade IV

Resultados das Eleições no Estados Unidos

Acho que cada vez mais, apaixono por esta palavra (Diversidade). E ontem foi por causa das eleições nos Estados Unidos. Já viram a diversidade com que foi as eleições ?

Vejamos alguns dados :

  • Primeira mulher a chegar ao cargo de senadora do Tennessee.
  • Primeiro governador assumidamente gay no Colorado.
  • Primeira congressista assumidamente lésbica no Kansas.
  • Primeira congressista negra no Massachusetts.
  • Primeiras congressistas latinas no Texas.
  • Primeiras congressistas muçulmanas no Michigan e Minnesota.
  • Primeiras congressistas nativo-americanas no Kansas e Novo México.
  • Primeira congressista mais nova de sempre na Câmara dos Representantes.

Que interpretação poderemos fazer disso ?

Diversidade III

Marcha dos Hondurenhos para Estados Unidos

Como amo esta palavra, se vocês já leram os meus posts sabem disso. Mas de certeza que concordam comigo. Hoje estou a pensar nos Hondurenhos que estão em marcha a caminho dos Estados Unidos, como serão recebidos ai na fronteira ? É uma ansiedade, medo, curiosidade, expectativa, enfim uma mistura de sentimentos que tenho, e que não consigo parar de pensar no mesmo. Daí hoje me deu para escrever sobre a diversidade.

Eu amo a vida, as culturas, as religiões, os povos, as línguas, as nacionalidades, enfim tudo que constitui este nosso lindo planeta que é a Terra. Imagina se o mundo fosse plano, que fôssemos todos chineses, nigerianos, americanos, gregos, sei lá que nacionalidade fosse !!! Seria ter a mesma cultura, a mesma gastronomia, a mesma língua, enfim, o mesmo de tudo.  Acha que teria graça nisso ????? Para mim não,  porque o que faz lindo este mundo é a nossa diversidade, as diferenças, as culturas, os povos, as nacionalidades, enfim, tudo o que constitui este lindo planeta que é a Terra. A minha maior paixão que tenho na vida é viajar, conhecer novas culturas, novos povos, a gastronomia, enfim tudo. É uma aprendizagem sem limites. Eu quero fazer parte deste mundo, sim, quero partilhar, trocar experiências com outros povos, outras nacionalidades. Mas como ? ?

Será um crime um pai, uma mãe querer dar uma vida melhor ao seu filho ? Será um crime eu querer ter uma vida melhor ? Até que ponto vamos limitar as fronteiras, como poderemos fazer que cada nação tenha a sua paz, desenvolvimento, sustentabilidade para que estas questões não sejam discutidas ?? O mundo evolui tão rápido em muitas coisas, mas a questão territorial ainda é muito primitiva. E o pior é cada vez a nossa inteligência emocional está a perder em detrimento da irracionalidade, do egoísmo e de valores muita vezes questionáveis.

Esta diversidade que faz este planeta tão lindo, maravilhoso é também o motivo de muita guerra, ódio, mobilidade e irracionalidade. Chega a ser absurdo de como é possível no mundo de hoje o ser humano ter comportamento tão primitivo, que eu conheci através da história dos Vikings ou bárbaros, como !!!!! Será o retrocesso da humanidade ???? A pensar que poderei ser discriminado pela cor da minha pele, pela minha escolha religiosa, sexual, pela minha nacionalidade chega a ser repugnante e inadmissível para o mundo de hoje onde o Homen já desenvolveu tantas capacidades de criar coisas incríveis como a inteligência artificial, a internet das coisas entre outras tantas tecnologias avançadas, mas o básico ainda não conseguiu evoluir. Não dá que pensar ???

Eu sou uma pessoa das tecnologias, onde muitas das vezes esquecemos da inteligência emocional, porque estamos muito focados nos códigos, nas máquinas que poderemos descuidar alguma hora desta parte, mas acho que não será só eu a ter este problema, o mundo inteiro está a passar pelo mesmo dilema, a inteligencia emocional. O imperativo não poderá ser as máquinas, não podermos permitir que o Homem se torna em uma máquina, não. Compreendo que cada nação queira ter a autonomia do seu território, do seu povo, então vamos deixar de ser egotistas, egocêntrico e apoiar as nações que tenham problemas ou dificuldades que possam desenvolver e que cada povo tenha a sua nação, o seu território. O problema não será solucionado fechando as fronteiras, mas sim em ajudar o vizinho a arrumar a sua casa. Vejo o exemplo da África, anos e anos de ajuda externa, muitos recursos naturais mas a pobreza, os problemas são sempre os mesmos. O povo não quer ficar no país de origem, quer aventurar arriscando a vida para tentar uma vida melhor que muitas das vezes poderá não ser e as vezes até é a morte que o espera. E ainda assim, continuamos a achar que será bloquear as entradas no vizinho que resolve. NÃO.

E nem vale a pena dizer que o problema não é meu, não, é sim. É de todos nós, nos afecta a todos. A Terra é uma só. Vamos todos fazer parte da solução. Já parou para pensar o que fazer no seu país, para que haja mais emprego, mais felicidade, mais amor ? Eu sou solidária com qualquer emigrante que quer uma vida melhor para ele e sua família.

Levanto e digo BASTA DE INTOLERÂNCIA, VIOLÊNCIA, XENOFOBIA, HOMOFOBIA e tudo que não seja pela PAZ E AMOR.

Empreendedorismo sem Inovação ? Existe ?????

Empreendedorismo numa sociedade que não financia a Inovação. Como será ??????

A Economia Criativa tem crescido a cada ano em torno de 10% à 20% em paises desenvolvido e em certos países até acima de 30%.

Economia criativa é o conjunto de negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade que gera valor econômico. A indústria criativa estimula a geração de renda, cria empregos e produz receitas de exportação, enquanto promove a diversidade cultural e o desenvolvimento humano. A Economia Criativa abrange os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade, cultura e capital intelectual como insumos primários.

“Concretamente, a área criativa gerou uma riqueza de R$ 155,6 bilhões para a economia brasileira em 2015, segundo, publicado pela Firjan em dezembro de 2016 – Dados da @Sebrae Brasil.

Para um pais como Cabo Verde poderá ser uma solução o desenvolvimento desta Industria, visto que temos uma grande pontencialidade para esse tipo de industria. Sim, é preciso estimular a inovação e a criatividade, e para isso poderá ser de várias formas:

  • Educação, um ensino voltado para o pensamento criativo e empreendedor
  • Prémio para aqueles que em condições adversas conseguiram ainda assim inovar
  • Estimular com financiamento a projectos de caracter inovador, através de fundos de investimentos de capital de risco, sim o risco existe e na inovação é preciso
  • Estimular a investigação das universidades, com prémios para projectos de investigação inovadores.
  • Jornadas de tecnologias de Informação e programação para alunos dos liceus / universidades.
  • Criação de laboratórios TICs nas associações das comunidades dos bairros com problemas sociais, estimulando as crianças a apreender a programação.

Cabo Verde, não poderá contar apenas com a ajuda dos parceiros ou da esperança da chuva. Temos sim, também de contar com a capacidade de criatividade e inovação do nossa população, de como poderemos colocar esta indústria que só dependerá de nós ao nosso favor.

Podemos transformar os pilares da nossa economia com a indústria criativa, aplicar a inovação no Turismo, através das TICs, da cultura, da música, da arte e de toda a nossa morabeza. Podemos SIM. Podemos transformar estas ilhas em um paraíso e com uma forte economia baseada naquilo que temos, nossa gente, nossa cultura, nossa diversidade, nossas praias, rochas, enfim …. tanta coisa que poderemos fazer. Vamos juntos transformar Cabo Verde um país plano, onde todos tem as mesmas oportunidades.

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